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NetCompara

Transparência

Como o ranking do NetCompara é calculado

Publicamos a fórmula inteira porque um ranking que não se pode auditar não serve para decidir nada. Esta página é atualizada sempre que algum peso muda, com a data e o motivo.

1. A nota geral

Para cada provedor em cada cidade, calculamos 9 critérios, cada um em uma escala de 0 a 1, e fazemos a média ponderada pelos pesos abaixo. A nota exibida é essa média multiplicada por 100.

PilarCritérioPesoFonte
Reputação local
40%
Avaliações no Google20%Google Meu Negócio (coleta manual, por cidade)
Avaliações no NetCompara15%Moradores, no próprio site (moderadas)
Redes sociais5%Facebook e Instagram (coleta manual)
Reclamações e atendimento
25%
Reclamações na Anatel15%Anatel, dados abertos de reclamações
Consumidor.gov.br10%Senacon, dados abertos
Preço e oferta
25%
Custo por Mega15%Planos cadastrados
O que vem no plano10%Planos cadastrados
Rede e mercado
10%
Fibra na cidade5%Anatel, acessos por tecnologia
Crescimento na cidade5%Anatel, acessos mensais

2. Como cada critério é medido

  • Avaliações no Google (20%): Nota da ficha do provedor na cidade, ponderada pelo número de avaliações (média bayesiana: 5,0 com poucas avaliações não supera 4,6 com centenas).
  • Avaliações no NetCompara (15%): Média bayesiana das notas gerais aprovadas na cidade.
  • Redes sociais (5%): Nota de recomendações do Facebook, ponderada pelo volume, e audiência no Instagram em escala logarítmica.
  • Reclamações na Anatel (15%): Reclamações de banda larga fixa nos últimos 12 meses para cada mil clientes do provedor no estado. Menos é melhor.
  • Consumidor.gov.br (10%): Índice de solução (50%), nota dada pelo consumidor (30%) e rapidez da resposta (20%). Exige ao menos 10 reclamações no período.
  • Custo por Mega (15%): R$ por Mbps do plano de entrada, pelo preço cheio. Menos é melhor.
  • O que vem no plano (10%): Checklist do melhor plano na cidade: roteador Wi-Fi 6 ou mesh, streaming incluso, sem fidelidade, instalação grátis, upload de pelo menos metade do download.
  • Fibra na cidade (5%): Percentual dos acessos do provedor na cidade que são em fibra óptica.
  • Crescimento na cidade (5%): Variação da participação de mercado do provedor na cidade em 12 meses.

Critérios de "menos é melhor" (reclamações, custo por Mega) e o crescimento são comparados entre os provedores da mesma cidade: o melhor recebe 1 e o pior, 0. Os demais usam escala absoluta.

3. Quando falta um dado

Nem todo provedor tem todos os dados. Um ISP pequeno pode não estar no Consumidor.gov.br, e a ficha do Google de uma cidade pode ainda não ter sido coletada. Nesses casos o critério não vira zero: ele sai da conta e o peso é redistribuído proporcionalmente entre os critérios que têm dado.

Para evitar notas apoiadas em quase nada, a nota geral só é publicada quando o provedor tem pelo menos 50% do peso total preenchido e algum sinal de avaliação de clientes (Google na cidade ou avaliações no NetCompara). Abaixo disso a página mostra "dados insuficientes" e ordena pela participação de mercado da Anatel, deixando claro que ali não há julgamento de qualidade.

4. Por que média bayesiana nas avaliações

Média simples premia quem tem duas avaliações nota 5. A bayesiana puxa notas com poucas avaliações para uma média de referência e deixa a nota "se soltar" conforme o volume cresce:

nota_ajustada = (referência × peso + soma_das_notas) / (peso + n)

Google e Facebook:  referência 4,0 · peso 20 avaliações
NetCompara:         referência = média de todas as avaliações do site · peso 10

5. As categorias

  • Melhor geral: Combina reputação, reclamações, preço e rede, com pesos públicos.
  • Mais bem avaliada: Nota no Google na cidade, avaliações de moradores no NetCompara e redes sociais.
  • Menos reclamações: Reclamações na Anatel por mil clientes e índices de solução do Consumidor.gov.br.
  • Melhor custo-benefício: Menor R$ por Mega no plano de entrada (preço cheio, sem promoção).
  • Plano mais completo: Wi-Fi 6, streaming incluso, instalação grátis, sem fidelidade e upload alto.
  • A que mais cresce: Ganho de participação nos acessos da cidade em 12 meses, segundo a Anatel.

6. Fontes e frequência

  • Google Meu Negócio: nota e número de avaliações da ficha do provedor em cada cidade. A coleta é manual, feita pela nossa equipe, com a data registrada. Quando o provedor não tem ficha local, o critério fica sem dado.
  • Avaliações no NetCompara: enviadas por moradores, moderadas por pessoa antes de publicar. Não aceitamos avaliações de provedores sobre si mesmos ou sobre concorrentes.
  • Redes sociais: nota de recomendações do Facebook e número de seguidores no Instagram, coletados manualmente. É o critério de menor peso porque audiência não é qualidade.
  • Anatel, reclamações: dados abertos das solicitações registradas na agência, filtrados para reclamações de banda larga fixa, por prestadora e estado. Dividimos pelo número de clientes do provedor no estado (também da Anatel) para não punir quem é grande.
  • Consumidor.gov.br: dados abertos da Senacon. Usamos só reclamações de internet fixa. Muitos provedores pequenos não participam da plataforma; para eles o critério fica sem dado.
  • Planos e preços: informados pelos provedores no painel ou coletados dos sites oficiais, com data de atualização visível.
  • Anatel, acessos: número de acessos por município, prestadora e tecnologia, atualizado todo mês. Define quais provedores existem em cada cidade, a participação de mercado, o percentual de fibra e o crescimento.
  • IBGE: lista de municípios, população e coordenadas.

O ranking é recalculado toda semana por um job automático, e cada linha guarda a data do cálculo.

7. O que este ranking não mede

Não medimos velocidade nem estabilidade da conexão diretamente. Esses aspectos aparecem de forma indireta, pelas avaliações dos clientes e pelas reclamações. Também não há dado por bairro: a nota vale para a cidade inteira, e a cobertura dentro dela varia.

8. Independência

Provedores podem pagar por perfil verificado, destaque visual e leads. Nenhum desses produtos altera nota ou posição. Conteúdo patrocinado no blog é sempre sinalizado. A fórmula está em código aberto dentro do nosso repositório e é a mesma em todas as cidades.

9. Histórico de mudanças

  • Outubro de 2026 (v2): saem os critérios baseados no teste de velocidade (velocidade, estabilidade e games). Entram avaliações no Google, redes sociais, reclamações na Anatel, Consumidor.gov.br, o que vem no plano, percentual de fibra e crescimento na cidade. A amostra mínima passa a ser medida por cobertura de dados.
  • Setembro de 2026 (v1): versão inicial.

10. Perguntas frequentes

Por que o Reclame Aqui não entra?

O Reclame Aqui não oferece dados abertos e proíbe a coleta automática. Preferimos fontes oficiais que qualquer pessoa pode conferir: Anatel e Consumidor.gov.br.

Um provedor pode melhorar a nota comprando avaliações no Google?

O efeito é limitado: o Google pesa 20% e a nota é ajustada pelo volume. Além disso, reclamações oficiais, preço e dados de mercado da Anatel não são manipuláveis por esse caminho.

Meu provedor não aparece. Por quê?

Ou ele não declarou acessos à Anatel naquele município, ou o CNPJ ainda não foi associado ao perfil. O provedor pode reivindicar o perfil em /para-provedores e corrigir a cobertura.

Posso usar os dados?

Sim, com citação e link para a página de origem. Para relatórios completos por cidade ou estado, fale com a equipe comercial.